Já faz um tempo que tento cultivar flores, mas nunca dava certo. Fazia de tudo. Regava todo dia, conversava, afofava a terra e sempre elas morriam. Domingo descobri que estava matando elas afogadas. Tava regando demais, cuidado demais. Toma pra tu!
Fui com Mainha (exímia jardineira) lá no Brejo, perto da antiga Fábrica da Kinitos lá pras bandas da Guabiraba. Lá as plantinhas são mais baratas e mais bonitas. Seu George, que devia ter pressão alta de tanto que suava, riu da minha experiência (ou falta de) em jardinagem e disse: “não pode regar todo dia não, fia; só três vezes na semana”.
Assim, me toquei que planta é feito gente. Se regar demais, afoga! Tudo demais, dá de menos. Se uma dia coloco água, no outro não. E de vez em quando, só de vez em quando e de surpresa, uma terrinha nova. Conversar pode sim, todo dia. E se sair flor novinha, pode até elogiar. Agora regar, regar mesmo, só dia sim, dia não.
Para todos os meus amores e minhas 3 roseirinhas novas e a gardênia.
Na carreira
Chico Buarque
Pintar, vestir
Virar uma aguardente
Para a próxima função
Rezar, cuspir
Surgir repentinamente
Na frente do telão
Mais um dia, mais uma cidade
Pra se apaixonar
Querer casar
Pedir a mão
Saltar, sair
Partir pé ante pé
Antes do povo despertar
Pular, zunir
Como um furtivo amante
Antes do dia clarear
Apagar as pistas de que um dia
Ali já foi feliz
Criar raiz
E se arrancar
Hora de ir embora
Quando o corpo quer ficar
Toda alma de artista quer partir
Arte de deixar algum lugar
Quando não se tem pra onde ir
Chegar, sorrir
Mentir feito um mascate
Quando desce na estação
Parar, ouvir
Sentir que tatibitati
Que bate o coração
Mais um dia, mais uma cidade
Para enlouquecer
O bem-querer
O turbilhão
Bocas, quantas bocas
A cidade vai abrir
Pruma alma de artista se entregar
Palmas pro artista confundir
Pernas pro artista tropeçar
Voar, fugir
Como o rei dos ciganos
Quando junta os cobres seus
Chorar, ganir
Como o mais pobre dos pobres
Dos pobres dos plebeus
Ir deixando a pele em cada palco
E não olhar pra trás
E nem jamais
Jamais dizer
Adeus
Obs.: eu ouço outra coisa sem ser Chico, eu juro!!!
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2 comentários:
Boletche, acho que não só tu que já teve problemas com plantinhas não. Conheço algumas outras pessoas, incluindo a mim (apesar de ter um marido biólogo em casa... Cala a boca!). E é exatamente o que Seu George te disse: não se pode regar todos os dias não, minha fia! Pois é, mas até saber disso, também matei afogada algumas de minhas plantinhas. Mas vê só, também aprendi que esse negócio de aguar planta depende do tipo de planta. Tem planta que só se dá banho uma vez por semana, outras a cada três dias, outras a cada quinze dias, e outras dia sim dia não. A arte de cuidar de planta é um troço complexo mesmo. O que te sugiro é que sempre confirmes com o caba que te vender a planta, como é o esquema do banho dela.
Acho que piorei as coisas pra tu né nêga?!
A solução que encontrei, no meu caso, foi pregar na porta da geladeira uma notinha com os dias certos do banho de cada uma... Agora, claro, já sei decó. E não é que as bichinhas estão sobrevivendo!!!
Sorte aí, nêga linda.
Beijão pra tu e pro Nêgo Nu
Nina
Ah! outra coisinha. Te liga que tem planta que é de sol e outras que são de sombra... kkkkkkkkkkk. É verdade. Cuidado pra não matar as pobrezinha de ensolação ou de empalidecimento.
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