Diz o pai dos burros que suburbano quer dizer aquele que mora no subúrbio ou ainda, que tem ou revela mau gosto. Bem, gosto cada qual tem o seu. No gosto que no caso é meu, suburbano me dá um sentimento de alegria incrívi. Para mim aquele que mora no subúrbio é forte, alegre e de uma simpatia sem fim. É essa a visão de subúrbio que mais me toca.
O cotidiano do meu trabalho me leva sempre sempre aos subúrbios da cidade. Essa é a parte que mais gosto dessa labuta. Falar com essas pessoas e ver como elas vivem. Gosto mais da zona norte, dos morros da zona norte. Claro que não sou uma doida romântica que anda admirando tudo como se não houvesse violência e desonestidade. Eu me cuido, mas não me intimido.
Domingo não foi o trabalho que me levou à paróquia do Vasco da Gama, mas compromissos familiares. O paradeiro foi um casamento coletivo, às três da tarde. Eram vinte e seis casais que estavam lá oficializando, no religioso, as suas uniões que já existem há algum tempo. Casais que já são casados, ajuntados, casando “perante os olhos de Deus”.
Tinha noiva de véu e grinalda. Tinha noiva de luva, brilho no cabelo, maquiagens absurdamente cuidadas. Todas preparadas com um esmero sem igual. Tinha noivo pequeno, grande, novo e velho, tinha inclusive um bebo. Fiquei imaginando o imenso emaranhado de histórias que existem em cada um daqueles casais. Histórias de vida, de amor, dos filhos que muitos já têm. E fiquei feliz porque acredito que o núcleo familiar é a salvação desse nosso Brasil e se esse povo que já é casado, tá casando, ta ratificando o amor, aí deve ter uma família.
Segue essa música de Chico que eu adoooooro
Suburbano Coração
Quem vem lá
Que horas são
Isso não são horas, que horas são
É você, é o ladrão
Isso não são horas, que horas são
Quem vem lá
Blim blem blão
Isso não são horas, que horas são
A casa está bonita
A dona está demais
A última visita
Quanto tempo faz
Balançam os cabides
Lustres se acenderão
O amor vai pôr os pés
No conjugado coração
Será que o amor se sente em casa
Vai sentar no chão
Será que vai deixar cair
A brasa no tapete coração
Quando aumentar a fita
As línguas vão falar
Que a dona tem visita
E nunca vai casar
Se enroscam persianas
Louças se partirão
O amor está tocando
O suburbano coração
Será que o amor não tem programa
Ou ama com paixão
Mulher virando no sofá
Sofá virando cama coração
O amor já vai embora
Ou perde a condução
Será que não repara
A desarrumação
Que tanta cerimônia
Se a dona já não tem
Vergonha do seu coração
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Minha querida, vim parar no seu blog, deus sabe como...hehehe. Coisas que só o emaranhado da internet faz por você. Minha linda, amei! Agora serei assídua leitora. Ah, subúrbios, para mim, têm o mesmo gosto que para você...amei.
xêros
Postar um comentário