Semana passada vi o documentário sobre Paulinho da Viola. Aquele senhor podre de chique e de uma doçura sem igual, termina dizendo: meu tempo é hoje, eu não vivo no passado, o passado vive em mim.
Ai pausa né? Com uma frase dessa a pessoa pára um pouquinho, pensa um tantinho... e...segue. No mesmo dia que ouvi essas palavras, fui a um encontro com as minhas primas (que da minha idade mesmo, são as únicas). Primas do coração porque nossos pais são amigos de coração e alma. Crescemos juntas. Vive em mim esse passado. Lembro de muita coisa. De longas férias e finais de semana em enseada dos golfinhos, de dormirmos nas casas das outras e lembro dos encontros bestas dos nossos pais que tínhamos que ir e achávamos o máximo.
Quando éramos pequenas tínhamos uma brincadeira que chamávamos “daquela brincadeira”. Que era só nossa, cumplicidade total. Viramos adolescentes e ainda assim todas sabíamos quem gostava de quem, dos primeiros beijos e otras cositas más. Os amores foram grandes, as fofocas também, as conversas intermináveis no quarto de cada uma, depois se mudaram para uma mesa de bar. E a cumplicade sempre imensa, mesmo.
Com a frase de Paulinho lá vou eu ao nosso programa. Fomos visitar a caçula de nós três. Acabou de casar. Eu, a do meio, acabei de voltar dessa viagem que vocês bem sabem e a mais velha acabou de ter neném. Cada qual com o seu presente. Cada qual no seu presente e todas nós nos reencontrando com o passado que mora na gente e que faz da gente tão íntima. Conversamos, tomamos vinho, conversamos mais. Colocamos nossas fofocas em dia e ficamos assim vivendo nosso presente com o passado que existe na gente.
Para Juliana, Mariana e pra João
Mais Chico!!!
As minhas meninas
Olha as minhas meninas
As minhas meninas
Pra onde é que elas vão
Se já saem sozinhas
As notas da minha canção
Vão as minhas meninas
Levando destinos
Tão iluminados de sim
Passam por mim
E embaraçam as linhas
Da minha mão
As meninas são minhas
Só minhas na minha ilusão
Na canção cristalina
Da mina da imaginação
Pode o tempo
Marcar seus caminhos
Nas faces
Com as linhas
Das noites de não
E a solidão
Maltratar as meninas
As minhas não
As meninas são minhas
Só minhas
As minhas meninas
Do meu coração
Um comentário:
Caroles, que coisa mais linda. Emoção pura ler esse texto que realmente é a nossa cara. Vou guardar nos meus super arquivos pra gente ler num futuro -bem próximo - para nossos filhos.
Amo demais vocês duas. Eita, João deu um sorriso aqui "dizendo" que ama também!!
Juliana e João
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