terça-feira, 5 de junho de 2007

Cheguei


Já faz tanto tempo que não atualizo que cheguei foi logo em dois lugares. Em Santiago e, 3 dias depois, na minha casa!! Alegria dupla.

Chegar em Santiago é, é, é.... E aí eu nao consigo escrever nada! Sei lá, dá um sentimento de vitória e dá também um vazio. As flechas amarelas se acabam e você chega na catedral. É muito emocionante, mas acaba. É engraçado isso, é que agora você nao tem muito mais o que fazer ali... A minha chegada foi meio mágica porque quando eu tava chegando vou ouvindo a música da Carolina, aquela lá da lagarta, ecoando. Quando vi, era o artista que tava tocando gaita de fole, aí botei logo pra chorar né?

Na catedral, a missa foi linda. O padre vai falando: hoje chegaram 5 brasileiros de Roncesvalles, 2 italianos, 1 português, 5 espanhóis, nao sei quanto franceses e um monte de alemães e por aí vai. Muito lindo. Encontrei a túia de brasileiros amigos e depois da missa fomos comemorar a chegada. Fora os brasileiros tinha mais 1 portugues, 1 italiano, 3 espanholas e etc. Enfim, muito legal.

No outro dia fomos a Finesterre. O famoso fim da terra. Fomos de onibus, claro! Foi engraçado pensar que ali as pessoas chegavam, olhavam e achavam que a terra acabava. Que na linha do horizonte tinha um buraco sem fim. Bem, fica um buraquinho no peito da gente. Acabou-se a caminhada, a farra, o bem bom de celular nao tocar.

Mas também começa tudo novamente, o bem bom da vida da pessoa. Que vidinha boa a nossa né nao? A gente tem aperreio grande nao... Uma cena foi engraçada: quando olhei para o meu guarda-roupa só faltei infartar. Foi como olhar pro albuergue de Roncesvalles, ao contrário, é muita frescura! Ninguém precisa dessa quantidade de roupa nao...

Cheguei, entreguei umas coisas de Alumia (o documentário que estamos finalizando) e aí fui pra Japaratinga com o Nego. Mar, sol, estrelas, noite, lençol, toalha, cerveja grande, lagosta podre de barata na beira da praia... E o meu Nego do meu lado, ao alcance das maos! Que maravilha, aquilo só podia ser o paraíso. Ficamos na beira da praia esperando o dia terminar e as estrelas começaram a se acender, que coisa linda.

No mais tudo começa a voltar ao normal. Domingo almoçar na casa de Mainha, contar as coisas, mostrar fotos, delicia totalis. Ainda no domingo farrao com as amigas, enfim as atividades normais da pessoa. Confesso que na segunda voltar a trabalhar foi difícil, quase pego a seta amarela que eu tava vendo apontando pra fora do trabalho. Eu não acho meu trabalho ruim nao, mas é que férias é bom demais!

É isso meu povo, se der na telha continuio esse blog porque o caminho de Bolinho espero que seja longo, longo. O caminho real é ésse aqui, o da vida real da pessoa. Acho que no de Santiago aprendi a ser uma pessoa mais determinada e simples. E tive contato com outra coisa que foi a fé. To meio CarolA ahahah. Vi o divino em muitas coisas e também to vendo aqui na volta. Na verdade fico vendo o amor e acho lindooo. As coisas mágicas que acontecem no caminho rolam porque você está com o sentidos aguçados. Você está ouvindo, vendo, sentido tudo muito forte. Vou tentar ficar assim espertinho no meu caminho.

5 comentários:

Jornalismo Independente disse...

Que beleza !!!
Como diz o velho "Boy", bom mesmo é a casa da gente.
Infelizmente, eu e Cris estávamos de plantão no domingo. Nem deu para passar no Tepan.
Mas a gente marca outra.

Biejos.

Denise disse...

Valeu Carol. Adorei acompanhar teu Blog.
Parabéns.
Beijo
Denise

Iemanjá Produções disse...

Bolinho, vem vinda de volta! Quero lhe ver. Chêro

Nina disse...

Pois é Bolinho, chegasse ao fim de um caminho que, enquanto durou foi tudo de lindo. Agora, ao ler-te, percebo claramente que já estás dando início a um outro novo caminho... de uma vida, talvez, mais simples, na qual estar com teu nêgo, vendo as estrelas se acenderem, contemplando o que sempre esteve aí e muitas vezes não nos damos conta. Claro que não é só isso, a rotina segue... Trabalho, cachaça, consumo, carro, zoada, festa... Isso é massa também. Mas, agora te deste conta que a vida pode ser mais gostosa.

Te amo nêga linda!
Beijos nossos.
Continuaremos aqui te acompanhando no teu caminho.

Samarone Lima disse...

Continua o caminho, carol!
sama